quinta-feira, 17 de março de 2011

Da imoralidade de se vender um presente cobiçado ganho num concurso. Ou não.

Em agosto de 2009, Rubens Barrichello, para comemorar 100.000 seguidores no Twitter decidiu fazer um concurso e premiar um dos seguidores com um capacete de corrida usado por ele e autografado. O concurso foi o seguinte:

Tire uma foto criativa mostrando porque você merece ganhar o capacete autografado dele! Depois, poste no Twitpic. Se você não tem uma conta no Twitpic, basta entrar no site, colocar o seu apelido do twitter e também a senha que você usa lá. Depois é só clicar em “upload foto”.

Na legenda, escreva uma mensagem, começando com @rubarrichello – pronto você está participando.


Descobriu-se, agora, que a vencedora do concurso, Marina Costa, pôs o capacete à venda em leilão no Mercado Livre, por R$ 49.000 reais.




O polêmico jornalista de Fórmula 1 Flavio Gomes publicou o seguinte em seu blog:

A mina participa de uma promoção do Barrichello no Twitter, ganha um capacete original do piloto e… coloca à venda. OK, ninguém é obrigado a guardar nada, nem presente. Se precisar, vende. Mas essas coisas me parecem muito oportunistas. Pô, o cara se dá o trabalho de fazer uma promoção com milhares de pessoas participando, autografa o capacete, envia para o suposto fã (ou suposta, no caso), e o sujeito/sujeita nem recebeu e já coloca pra vender?

Mas engraçado mesmo é o preço. A mina pede 49 mil reais no Mercado Livre! Me diga uma coisa, cara vendedora… O capacete em questão pertenceu a qual campeão do mundo, mesmo? Foi usado em qual corrida histórica, mesmo?

Só rindo, mesmo.


Muita gente, comentando no blog do Flavio Gomes, concordou com ele, muitos discordaram. Discutem se é imoral ou não, se é ou não filhadaputagem vender um presente, sabendo que milhares de pessoas disputaram para ganhá-lo, e muitos, talvez, fossem mais "merecedores" do que ela - "merecedores" no sentido de serem mais fãs do piloto e de corridas do que a vencedora.

O anúncio no Mercado Livre foi trollado e ofertas falsas foram feitas, inflando o valor do capacete. Além disso, o anunciante (que é na verdade o namorado da tal Marina) está trocando farpas com pessoas revoltadas que postaram perguntas no anúncio.



Eu estou do lado dos que acham que ela fez bobagem em vender. Vender soou como sacanagem, principalmente aos que perderam o capacete no concurso e sobretudo em razão do valor pedido. Dá toda pinta de filhadaputagem. Mas ilegal não é.

Só que anunciar Mercado Livre, e por R$ 49.000,00 de cara, é um baita erro. Ainda mais depois do caso do blog da Bethânia, que fez todo mundo de repente se tornar expert em enriquecimento ilícito.

Existem colecionadores no mundo inteiro dispostos a pagar bem por este capacete, não deve ser difícil encontrá-los. Coitada, fez tudo errado.

Um comentário:

  1. Pois bem Hamilton, se fosse o Capacete do Ayrton Senna ou do Emerson Fittipaldi, quando será que essa garota estava vendendo?
    Pra mim isso não passou de oportunismo, ela ganhou o capacete e resolveu tentar "fazer uma grana" com ele.
    Já trollaram a oferta, senão o proprio Rubens Barrichello poderia "arrematar" o capacete reabrindo o concurso no twitter para um fã de verdade e de quebra dando "um tapa de luva" na garota.

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