sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Os feriados na teoria e na prática

Não me levem a mal, esse post é apenas uma brincadeira, e tem algumas maldades e exageros, eu admito, no meio do texto. Se levarem no bom humor, saberão se divertir!

1º de janeiro - Dia da Confraternização Universal
Na teoria: dia de celebração entre os povos desejando um início de ano repleto de paz e cordialidade.
Na prática: réveillon no meio do congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

entre fevereiro e março - Carnaval
Na teoria: dois dias de festa que antecedem o período de reflexão espiritual da Quaresma.
Na prática: ninguém é de ninguém; todo mundo atrás do trio; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

entre fevereiro e março - Quarta-Feira de Cinzas
Na teoria: é o dia em que se retorna ao trabalho após a festa do Carnaval e se inicia o período de reflexão da Quaresma, que rememora os momentos anteriores à crucificação de Cristo.
Na prática: no Nordeste: ninguém é de ninguém; todo mundo atrás do trio; no resto do País: volta ao trabalho de ressaca, início efetivo do ano no Brasil; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes (desta vez subindo a serra)

entre fevereiro e março - Páscoa
Na teoria: mesa farta para celebrar a renovação, a ressurreição de Cristo.
Na prática: a criançada só quer saber de chocolate; um feriado que sempre cai no domingo...

21 de abril - Tiradentes
Na teoria: dia de reverenciar a história do mártir da causa da Independência do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier.
Na prática: congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

1º de maio - Dia do Trabalho
Na teoria: dia de confraternização entre companheiros de trabalho, celebração das conquistas trabalhistas e políticas da classe operária.
Na prática: congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

entre junho e junho - Corpus Christi
Na teoria: festa que celebra a presença real de Cristo na eucaristia da Igreja Católica; procissão em cima de tapetes desenhados feitos de pó e grãos; presença obrigatória na missa
Na prática: ninguém sabe o que significa esse feriado; quando o Palmeiras perde na véspera, diz-se que é dia de "porcos tristes"; o bom é que sempre cai numa quinta-feira, portanto, congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

9 de julho - Revolução Constitucionalista de 1932
Na teoria: dia de renovar o orgulho paulista pelo levante contra o governo de Getúlio Vargas por uma nova Constituição.
Na prática: feriado no meio das férias é chato; como é inverno, se estiver friozinho, engarrafamento em Campos do Jordão; se estiver calor, congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

7 de setembro - Dia da Pátria
Na teoria: dia de renovar o sentimento patriótico, valorizar a História do Brasil e a sua independência da metrópole portuguesa.
Na prática: é o único dia do ano em que o Museu do Ipiranga fica lotado; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida
Na teoria: dia de rezar e agradecer à Padroeira do Brasil e reverenciá-la, fortalecendo a fé católica.
Na prática: a criançada só quer saber de presentes; as pessoas mais pedem do que agradecem à Santa; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

2 de novembro - Finados
Na teoria: dia de homenagear os entes queridos que partiram para outro plano espiritual, visitando suas sepulturas, enfeitando-as com flores e acendendo velas em suas memórias.
Na prática: dia em que se percebe que a placa de bronze com o nome da família e a porta do túmulo foram roubadas; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

15 de novembro - Proclamação da República
Na teoria: dia de renovar, mais uma vez, o espírito patriótico, e de celebrar o legado de Deodoro da Fonseca para o pensamento republicano brasileiro.
Na prática: na verdade, até hoje não se sabe qual foi a contribuição do Marechal para o pensamento republicano. Então, o que resta é o congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

20 de novembro - Dia da Consciência Negra
Na teoria: dia de dar valor ao legado do africano à cultura e à sociedade brasileira e de refletir sobre a resistência dos escravos à opressão dos seus senhores, que até hoje gera sérios disparates aos descendentes.
Na prática: o que importa é que é um feriado seguido do outro em novembro, por isso congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

25 de dezembro - Natal
Na teoria: dia de festa pelo nascimento do Menino Jesus.
Na prática: reunião de parentes que não estavam a fim de se ver; a criançada só pensa nos presentes; Rua 25 de Março entupida; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

31 de dezembro - Réveillon
Na teoria: dia de festa pela chegada do Ano Novo
Na prática: ninguém sabe como se escreve "réveillon"; pegar no sono vendo o Show da Virada ou estourar garrafa de sidra no meio do congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes

Chamando o intervalo

Os apresentadores de televisão brasileiros historicamente sempre foram bastante criativos, e traziam da escola radiofônica seus bordões e frases de efeito que ficaram marcadas na memória dos telespectadores.

Um desses momentos especiais ocorria quando era necessária a chamada do intervalo comercial. Listamos abaixo as frases que ficaram marcadas e fazem parte dos 59 anos de sucesso da televisão no Brasil.

CHACRINHA - o Velho Guerreiro cantava uma marchinha, acompanhado das Chacretes, que giravam o dedinho enquanto dançavam.

Roda, roda, roda e avisa
Um minuto pro comercial
Alô, alô, Terezinha
É um barato o Cassino do Chacrinha


RAUL GIL - o animador paulistano também tinha uma marchinha para os intervalos, que chegou a lançar em compacto pela Crazy Discos no carnaval de 1977.

Vai lá, Brasil, vai lá
Vamos faturar
Vamos faturar

Esse é um País que vai pra frente
De um povo feliz e contente
Pela grandeza da nossa nação
Vamos faturar juntos irmãos


Raul Gil trocou a música, mas sempre querendo faturar.

Ô lê lê
Ô lá lá
Espere um pouquinho
Vamos faturar


SÉRGIO MALLANDRO - pela CNT-Gazeta, Mallandro também tinha uma musiquinha que cantava com as Mallandrinhas para chamar o intervalo.

Ma-ma-ma Mallandro
Festa do Mallandro
Na CNT Gazeta
Não troque de canal
É hora do comercial


GUGU - Nos tempos de Viva a Noite, o intervalo era precedido por um grito do apresentador, seguido pelos vivas entusiasmados do auditório e dos convidados.

Viva a Noite!
Viva!
Viva!
Viva!


FLÁVIO CAVALCANTI - seu jeito característico era bradar pelos comerciais, erguendo o indicador para o alto.

Nossos comerciais, por favor!

PROFESSOR RAIMUNDO - O personagem de Chico Anysio também tinha um jeito particular, acompanhado de um gesto com as mãos.

É vapt, vupt!

CELSO PORTIOLLI - Essa frase é dos tempos de Passa ou Repassa. O "fica por aí" ele ainda fala no Domingo Legal, mas o complemento da frase (uma rima bem sem graça) ele não repete mais.

Fica por aí que você vai se divertir!

MARIANE - O jeito meigo e infantil da apresentadora do SBT no começo dos anos 90, colocando as mãos na bochecha.

Agora vamos curtir um super desenho e, daqui a pouquinho, eu tô de volta!

SERGINHO GROISMAN - uma das frases mais memoráveis da TV dos anos 90, a frase era iniciada por Serginho e completada por alguém da platéia.

Programa Livre volta... já!

GILBERTO BARROS - Apontando o dedo para o alto, mas sem a mesma classe de Flávio Cavalcanti, Gilberto Barros chamava o intervalo de seu Boa Noite Brasil pela Bandeirantes.

Em um minuto, Brasil!

LEÂO LOBO - Uma frase cheia de carinho para a classe publicitária brasileira.

Vamos abrir um espaço para os nossos publicitários darem os seus recadinhos.

SONIA ABRÃO - anunciava um girinho, talvez influenciado pelo "roda, roda" de Chacrinha?

Um girinho rápido e já, já, voltamos.

RATINHO - mandava rodar:

Vamos para o intervalo e já que nós voltamos! Pó rodá!

FAUSTÃO - Fausto Silva é dos poucos a lembrar que intervalo se chamava "reclame" nos tempos da TV à lenha, e ainda homenageia a famosa vinheta de intervalo da Rede Globo.

Voltaremos depois dos reclames do plim-plim.

SILVIO SANTOS - não precisa a frase completa, mas a sua pronúncia de "aguardem", com o M bem esticado, é um clássico.

Vamos para os nossos comerciais e voltaremos logo, aguardem.

Esqueci de algum? Comente!

De quem é essa voz

Vésperas da Copa do Mundo de 1970. A Rádio Globo queria criar algo diferente para as tranmissões esportivas. O famoso locutor da emissora Waldir Amaral e o diretor da estação Mário Luiz tiveram a idéia e Edmo Zarife partiu para a cabine, onde ficou por várias horas gravando várias frases e palavras. Uma delas seria a escolhida para a vinheta de incentivo à Seleção. Ele mesmo conta como tudo aconteceu.

A melhor solução foi uma palavra só: Brasil. Ou melhor, "Brasil-sil-sil...", com um efeito de eco. Edmo se foi, em 1999. Mas sua criação e sua voz estão aí, até hoje, embalando os brasileiros em jogos de futebol, vôlei, basquete, corridas de Fórmula-1, jogos olímpicos...

Já nos anos 60, um estúdio de dublagem paulistano, com uma equipe de marcantes vozes, se responsabilizou por dar um jeitão brasileiro aos enlatados (literalmente, pois as fitas vinham em rolos), quer dizer, aos desenhos, filmes e séries que a TV Brasileira ia exibir. Nem imaginavam que aquele trabalho se tornaria clássico e que aqueles produtos estrangeiros continuariam sua saga pelos televisores de todo o País durante décadas e décadas a fio. E tudo começava, para o público, com uma voz, dizendo: "Versão Brasileira, A.I.C., São Paulo". A.I.C., iniciais para Arte Industrial Cinematográfica. A voz é de Carlos Alberto Vaccari, recentemente falecido.

E eis que surge na internet um lugar para a devida homenagem. Um blog, contando tudo sobre aquele famoso estúdio, e até curiosidades sobre como era feita a tradução dos textos. Tudo feito pelo entusiasta Marco Antônio dos Santos. Vale a visita.

YOUTUBE BÔNUS
homenagem à AIC São Paulo


Atualização:
Hoje, 20 de novembro, a classe artística se despede e rende homenagens a Herbert Richers. O produtor de cinema que nos anos 50 e 60 lançou diversas fitas com comédias e chanchadas de Dercy Gonçalves e Ronald Golias, e depois fundou um dos maiores e mais icônicos estúdios de dublagem, que leva seu nome, faleceu aos 86 anos de idade. A frase "versão brasileira Herbert Richers" dita no início de telefilmes, episódios de seriados e desenhos virou até cult, pois há mais de 30 anos está presente no dia-a-dia dos lares brasileiros. Herbert Richers deixa um legado e uma legião de pessoas que sequer o conheciam, mas que a ele devem muitas alegrias e emoções proporcionadas pelas vozes dos dubladores desse estúdio.

postagem original em 25/11/08
atualizado em 20/11/09

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As 10 demissões mais estranhas da TV Brasileira

10. Jackeline Petkovic - substituída por crianças
A loirinha que surgiu no programa Fantasia era prata-da-casa e comandava o infantil Bom Dia & Cia. desde 1998, até que em 2003 o SBT concluiu que sua presença no vídeo não causava impacto na audiência, pois o programa dava os mesmos índices com crianças para apresentá-lo, além do salário das crianças ser mais baixo.

9. Luisa Mell - ciúme de colega teria causado demissão
Luisa Mell apresentava na RedeTV! um programa sobre animais, com boa audiência. A produção trabalhava para mais uma edição quando ela recebeu telefonema dizendo que não precisava mais comparecer à emissora. Começaram os boatos de que a demissão teria sido causada por sua colega Daniela Albuquerque, apresentadora do mesmo canal e namorada do presidente da empresa. Luisa havia sido namorada do empresário antes de Daniela, o que teria provocado sua saída.

8. Jorge Kajuru - demitido no intervalo
Em 2004, Brasil e Argentina iriam se enfrentar no Mineirão. Uma farra de ingressos distribuídos pelo governo de Minas para 10 mil convidados em camarotes vistosos, enquanto o povão se espremia tentando passar pelos portões estádio adentro. Kajuru entrou no ar em link do Jornal da Band mostrando a situação e foi elogiado pelo âncora Carlos Nascimento. Depois, no Esporte Total, Kajuru continuou cobrindo os bastidores do jogo, mostrando e denunciando diversos problemas na organização, além de tecer duras críticas às autoridades mineiras, pois a entrada para cadeirantes havia se tornado entrada VIP. Kajuru chamou o intervalo, mas na volta era outro o apresentador. O polêmico jornalista goiano foi afastado da condução do programa durante o break e, incrédulo, demitido na manhã seguinte da emissora.

7. Boris Casoy - uma vergonha federal
A credibilidade que Boris Casoy passava foi um fator para que a Record o tirasse do SBT e o levasse para apresentar o Jornal da Record. Até que, em 2005, a emissora que cada vez mais queria se aproximar dos estilos e padrões da Globo, rescinde o contrato com o âncora. Em seu lugar entraria um casal de apresentadores que, acreditava a Record, aumentaria a audiência. Além disso, as constantes críticas à corrupção no Governo Federal e os misteriosos assassinatos de prefeitos do PT tornaram a emissora alvo de ameaças e retirada de publicidade estatal. Boris Casoy afirmou que sua saída teve como causa motivos políticos.

6. Soninha - demitida por causa da maconha
Soninha Francine, ex-VJ da MTV, comentarista de futebol e política, em 2001 apresentava o programa RG pela TV Cultura. Saiu na capa de uma reportagem da Revista Época com outras personalidades e a manchete "Eu fumo maconha". A TV Cultura, justificando-se como emissora pública, declarou não aceitar que seus funcionários manifestem publicamente práticas atentatórias às leis vigentes no país, sobretudo quando se trata de apresentadora de programa destinado ao público jovem. E rescindiu o contrato com Soninha.

5. Joelmir Beting - notícia pode; propaganda não pode
O veterano economista topou fazer propaganda do Bradesco em 2003 e foi demitido da Globo, na qual era comentarista dos telejornais. Diz uma máxima da emissora que os jornalistas não podem fazer propaganda em hipótese alguma. Falando nisso, foi o que motivou a saída de Sérgio Chapelin da Globo para o SBT, em 1983, pois estava interessado em faturar com publicidade e ser apresentador de auditório. Não deu certo, porque as propagandas foram vetadas de ser exibidas na Globo. O curioso é que Marília Gabriela é jornalista, vive fazendo comerciais e não é mandada embora.

4. Clodovil - demitido por falar demais
Clodovil sempre criou polêmicas por todas as emissoras nas quais passou. Em 2005, contratado da RedeTV!, apresentava A Casa É Sua, e dava opiniões sobre diversos assuntos, à boca solta. O programa que era ao vivo passou a ser gravado para tentar controlar, pela edição, a língua ferina do apresentador, que já havia esculaxado Marta Suplicy, criticado o presidente da Bandeirantes Johnny Saad e abalado a própria emissora após criticar duramente sua estrutura e desentender-se com Luciana Gimenez e a turma do Pânico. Mas quando Clodovil resolveu dar sua opinião sobre Luisa Mell, foi a gota d'água. Dizer que a moça se tornaria atriz pornô foi o fim da picada.

3. Adriana Colin - demitida por estar velha
Ex-modelo e cantora, Adriana participou do clássico Fantasia do SBT e desde 2002 fazia os merchans do Domingão do Faustão (papel denominado pela emissora de "apresentadora comercial"). Há poucos dias foi demitida do cargo, por ser considerada velha demais para a função.

2. Chacrinha - demitido por ser popular demais
O Velho Guerreiro saiu da TV Globo em 1972, mesmo com seu programa fazendo muito sucesso pela emissora. É que Boni e Walter Clark estavam impondo o "Padrão Globo de Qualidade" e mudando o perfil da programação da emissora. Programas de auditório populares estavam com com os dias contados. O único sobrevivente foi Silvio Santos, que renovou contrato após negociar diretamente com Roberto Marinho. Dez anos depois, Chacrinha se sentiria vingado após ser recontratado pela emissora carioca com status de grande estrela.

1. Mariane - demitida por cortar o cabelo
A bela loirinha Mariane estreou na TV pelo SBT em 1989, no programa Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si com Mariane. Em 1990, passou a apresentar um infantil que levava seu nome e lançou um disco que fez muito sucesso. Tudo corria bem, mas no ano seguinte, após cortar o cabelo bem curtinho, a direção da emissora não gostou e a demitiu, exatamente no dia do seu aniversário. Uma grande injustiça até hoje não reparada.

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