sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Novo dono para o Dipo

Há muito tempo postei aqui um boato de que a S.A. O Estado de S. Paulo, publisher dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, além de atuante em diversas outras mídias, estaria tendo parte de suas ações adquiridas pelas Organizações Globo.

Mas era mesmo só especulação e fofoca.

Esta semana, porém, as Organizações Globo venderam o jornal Diário de S. Paulo para o grupo Traffic, de J. Hawilla, aquele conhecido do marketing esportivo. Hawilla é dono de outros jornais, e agora entra no mercado paulistano.

A Globo, assim, deixa de ter um jornal em São Paulo. No Rio de Janeiro, com seus diários Extra e O Globo, a empresa domina as bancas de jornais. Na terra da garoa não teve a mesma sorte. O atual Diário de S. Paulo era o antigo Diário Popular, fundado na década de 80 do século XIX, um jornal mais focado em notícias da cidade e policiais, e carinhosamente apelidado de Dipo pelos seus leitores.

Pode-se dizer que a incursão da Globo no mercado de jornais paulistano tenha se resultado num fracasso? Talvez. O Diário de S. Paulo não tinha a pretensão de derrubar os grandes como Folha e Estado, mas enfrentou ferrenha concorrência dos médios Agora e Jornal da Tarde (respectivamente, títulos publicados pelo grupo Folha da Manhã e pela S.A. O Estado de S. Paulo).

Talvez, também, seja o reflexo da tão falada e pouco provada crise que vai minando os jornais em papel, que, conforme dizem os tecnomaníacos apocalípticos, a cada dia é mais substituído pela internet e pelos leitores de cristal líquido. Dizem que os jornais irão acabar. Mas eu duvido. Senão, como faremos para embrulhar banana e peixe na feira, sem o caderno grosso de classificados de domingo?

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