terça-feira, 27 de outubro de 2009

Adeus, GeoCities

O Yahoo!, dono do serviço de hospedagem gratuito GeoCities havia anunciado que esse serviço estava com os dias contados. E a contagem chegou ao fim ontem, mas alguns endereços ainda permanecem no ar.

GeoCities me traz muitas lembranças dos meus primeiros tempos de Internet. Lembro como se fosse hoje, eu puxava uma extensão telefônica pelo corredor para poder ligar o modem à tomada, usava a senha emprestada dos meus primos, que tinham uma conta no SOL (SBT On Line, servidor do Grupo Silvio Santos que já não existe mais) ou de amigos que assinavam UOL. Tempos depois, eu baixei discador do iBest, do iG, do Click21 e do Net Gratuita. Os melhores eram o do iG e do iBest. Até um tempo atrás, eu sabia os telefones de conexão de cor. Mas já esqueci.

Faz lembrar também que meus dois primeiros e-mails eu fiz no Starmedia.com e no Zip.net. Não lembro mais dos endereços, mas a senha, sim, pois eu usava sempre a mesma.

E quantos sites do GeoCities eu encontrei e salvei nos favoritos... tudo graças às pesquisas no Yahoo! e no Altavista, que eu achava melhor. Descobertas que me tomavam horas e downloads lentos de Carsets para Grand Prix 2, add-ons para Fifa 99, em sites que nem existem mais.

Foi do GeoCities um dos meus endereços mais acessados 10 anos atrás. Full House @loha, site que tinha tudo o que era informação sobre o seriado Full House, que eu nunca perdia um episódio, de segunda a sexta, seis e meia da tarde na Warner Channel.



E depois, eu e meu grande amigo Erik, lançamos um site no GeoCities também. Era o Consulado de Zúmpia, um país fictício que eu inventei. Primeiro pusemos no ar pelo Xoom, um concorrente do GeoCities que foi para o saco na bolha da internet.

Depois eu e o Erik ainda viramos, nem lembro como, colunistas num site de Fórmula 1. Dois pirralhos de 14 anos! Pena que eu não salvei os textos.

Vá em paz, GeoCities. Obrigado por tudo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Novo dono para o Dipo

Há muito tempo postei aqui um boato de que a S.A. O Estado de S. Paulo, publisher dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, além de atuante em diversas outras mídias, estaria tendo parte de suas ações adquiridas pelas Organizações Globo.

Mas era mesmo só especulação e fofoca.

Esta semana, porém, as Organizações Globo venderam o jornal Diário de S. Paulo para o grupo Traffic, de J. Hawilla, aquele conhecido do marketing esportivo. Hawilla é dono de outros jornais, e agora entra no mercado paulistano.

A Globo, assim, deixa de ter um jornal em São Paulo. No Rio de Janeiro, com seus diários Extra e O Globo, a empresa domina as bancas de jornais. Na terra da garoa não teve a mesma sorte. O atual Diário de S. Paulo era o antigo Diário Popular, fundado na década de 80 do século XIX, um jornal mais focado em notícias da cidade e policiais, e carinhosamente apelidado de Dipo pelos seus leitores.

Pode-se dizer que a incursão da Globo no mercado de jornais paulistano tenha se resultado num fracasso? Talvez. O Diário de S. Paulo não tinha a pretensão de derrubar os grandes como Folha e Estado, mas enfrentou ferrenha concorrência dos médios Agora e Jornal da Tarde (respectivamente, títulos publicados pelo grupo Folha da Manhã e pela S.A. O Estado de S. Paulo).

Talvez, também, seja o reflexo da tão falada e pouco provada crise que vai minando os jornais em papel, que, conforme dizem os tecnomaníacos apocalípticos, a cada dia é mais substituído pela internet e pelos leitores de cristal líquido. Dizem que os jornais irão acabar. Mas eu duvido. Senão, como faremos para embrulhar banana e peixe na feira, sem o caderno grosso de classificados de domingo?

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