sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Falou tudo.

Odeio copiar o conteúdo dos outros. Odeio control-c-control-v, o grande mal da vida moderna.

Mas algumas vezes é inevitável. Tem que repercutir conhecimento.

O jornalista Flávio Gomes, que já citou nosso texto sobre os ônibus Flecha Azul da Viação Cometa, escreveu algo brilhante em seu blog. Um baita texto.

Tudo começou porque Flávio criticou as atitudes e a conduta de um jovem em seu Porsche, que filmou peripécias em altíssima velocidade pela Anhangüera com colegas motoqueiros, expondo ao perigo todos os motoristas ao redor, e que se gabava, exibindo sua destreza no YouTube. Veja o vídeo e o texto do Flávio aqui.

O texto brilhante de que estamos falando vem na seqüência. É Flávio Gomes comentando ter sido alvo de diversas reações do público em razão de suas críticas. Muitos concordaram com ele, porém vários outros apareceram expressando "um pensamento tão raso e medíocre, agressivo e hostil, defendendo o meliante e atribuindo à inveja a revolta que pautou a maioria dos comentários".

Então, Gomes deu sua opinião sobre os jovens de nossos dias. Começou assim: "Acho que uma grande parte da juventude brasileira está irremediavelmente perdida, o que compromete o futuro do país"

Passamos a palavra a ele. Leia e reflita. É também a nossa opinião, sem tirar nem pôr.

Mas noto que especialmente nas grandes cidades o perfil de boa parte da molecada é exatamente esse: matem, atropelem, briguem, desrespeitem, foda-se.

São os verdadeiros rebeldes sem causa, expressão até simpática, cunhada numa época em que havia muitas causas para se rebelar contra, e aqueles que se rebelavam sem causa alguma eram divertidos e anárquicos. Hoje essa gente rebela-se contra o quê, mesmo?

Se fossem capazes de se autoanalisar, entenderiam que se rebelam contra o vazio de sua existência, a pobreza de seus propósitos, a incapacidade de encontrar objetivos de vida, a falta de sentido em tudo que fazem. São prisioneiros do hedonismo e do exibicionismo, portadores de um vácuo absoluto, bestas quadradas que passarão pelo mundo deixando pouco mais do que uma página no Orkut e uma produção literária repleta de “aes”, “blzs”, “vlws”, “intaums” e “akis”.

A internet é um barato, sem dúvida. Sabendo usá-la, com todos seus defeitos e imprecisões, uma ferramenta que pode mudar o mundo. Mas cada vez que passo diante de uma lan-house e observo que 100% dos computadores estão conectados no Orkut com jovens que gastam horas diante da tela trocando “aes”, “bjuuusss” e “blzs”, constato que não está servindo para nada. Não há exatamente inclusão digital, nisso. Há, sim, a globalização e padronização da babaquice e da inutilidade, ócio em estado bruto.

Sorte de quem se salvar disso.


E assim caminha a humanidade

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