terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Isso é que é prêmio


Clodoaldo disputou prova a prova com Henrique, no programa Aprendiz 5 - O Sócio, exibido ano passado pela TV Record, para se tornar sócio do empresário multimídia Roberto Justus.

Venceu, e como mandava o regulamento do programa, levou R$ 2.000.000,00 e tornou-se sócio do publicitário (49% das quotas) na empresa Brainers, uma "incubadora de negócios".

Também no ano passado, o jornalista esportivo Milton Neves rescindiu seu contrato com a mesma TV Record para um novo programa que apresentaria na TV Bandeirantes, e que seria produzido pela Brainers. Mas poucas semanas depois ele foi surpreendido com o encerramento das atividades da Brainers, que abandonou Milton Neves no barco à deriva.

Milton apresenta atualmente na Bandeirantes o Terceiro Tempo e o Gol, o Grande Momento. Mas, além disso, tinha expectativa de apresentar outros programas, que estavam no projeto da Brainers.

Segundo a coluna Radar on Line, assinada por Lauro Jardim na Revista Veja, o jornalista de Muzambinho acaba de distribuir ação de reparação de dano no Judiciário paulista, contra Roberto Justus e seu sócio, o aprendiz Clodoaldo Araújo. Segundo Lauro Jardim, Milton está pleiteando uma indenização que pode chegar ao valor de R$ 70 milhões. No entanto, o valor atribuído à causa por seu advogado é de R$ 1 milhão. O processo tramita na 6ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

Realmente, R$ 2 milhões é um belo prêmio. Mas fazer uma sociedade, tal como um casamento, exige confiança mútua, saber com quem está lidando, o que está fazendo. Mesmo que seu sócio tenha posição de destaque no (show) business, será que valeu a pena arriscar?

É LÁ E CÁ
Nos Estados Unidos, Donald Trump também está em maus lençóis. O comandante do programa O Aprendiz original entrou com um pedido de Bankruptcy, uma espécie de concordata, para as empresas que formam a Trump Entertainment, a rede de cassinos de Trump em Las Vegas. Segundo o blog da jornalista Leila Cordeiro, ex-âncora da Globo, Manchete e SBT, e atualmente vivendo nos EUA, "quem comprou ações da companhia de entretenimento do Trump se deu mal. O preço vem despencando desde o ano passado. De 4 dólares caiu para 23 centavos".

Resta saber quem é que será demitido nessa história toda...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Falou tudo.

Odeio copiar o conteúdo dos outros. Odeio control-c-control-v, o grande mal da vida moderna.

Mas algumas vezes é inevitável. Tem que repercutir conhecimento.

O jornalista Flávio Gomes, que já citou nosso texto sobre os ônibus Flecha Azul da Viação Cometa, escreveu algo brilhante em seu blog. Um baita texto.

Tudo começou porque Flávio criticou as atitudes e a conduta de um jovem em seu Porsche, que filmou peripécias em altíssima velocidade pela Anhangüera com colegas motoqueiros, expondo ao perigo todos os motoristas ao redor, e que se gabava, exibindo sua destreza no YouTube. Veja o vídeo e o texto do Flávio aqui.

O texto brilhante de que estamos falando vem na seqüência. É Flávio Gomes comentando ter sido alvo de diversas reações do público em razão de suas críticas. Muitos concordaram com ele, porém vários outros apareceram expressando "um pensamento tão raso e medíocre, agressivo e hostil, defendendo o meliante e atribuindo à inveja a revolta que pautou a maioria dos comentários".

Então, Gomes deu sua opinião sobre os jovens de nossos dias. Começou assim: "Acho que uma grande parte da juventude brasileira está irremediavelmente perdida, o que compromete o futuro do país"

Passamos a palavra a ele. Leia e reflita. É também a nossa opinião, sem tirar nem pôr.

Mas noto que especialmente nas grandes cidades o perfil de boa parte da molecada é exatamente esse: matem, atropelem, briguem, desrespeitem, foda-se.

São os verdadeiros rebeldes sem causa, expressão até simpática, cunhada numa época em que havia muitas causas para se rebelar contra, e aqueles que se rebelavam sem causa alguma eram divertidos e anárquicos. Hoje essa gente rebela-se contra o quê, mesmo?

Se fossem capazes de se autoanalisar, entenderiam que se rebelam contra o vazio de sua existência, a pobreza de seus propósitos, a incapacidade de encontrar objetivos de vida, a falta de sentido em tudo que fazem. São prisioneiros do hedonismo e do exibicionismo, portadores de um vácuo absoluto, bestas quadradas que passarão pelo mundo deixando pouco mais do que uma página no Orkut e uma produção literária repleta de “aes”, “blzs”, “vlws”, “intaums” e “akis”.

A internet é um barato, sem dúvida. Sabendo usá-la, com todos seus defeitos e imprecisões, uma ferramenta que pode mudar o mundo. Mas cada vez que passo diante de uma lan-house e observo que 100% dos computadores estão conectados no Orkut com jovens que gastam horas diante da tela trocando “aes”, “bjuuusss” e “blzs”, constato que não está servindo para nada. Não há exatamente inclusão digital, nisso. Há, sim, a globalização e padronização da babaquice e da inutilidade, ócio em estado bruto.

Sorte de quem se salvar disso.


E assim caminha a humanidade

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