domingo, 27 de janeiro de 2008

Sementes de cultura 1 - As sete maravilhas do mundo antigo

Como prometi, inauguro nesse post as sementes de cultura, visando criar uma atração diferente para o blog. Ah, desculpem-me pela formatação das imagens, eu não sei como mexer melhor nisso aqui no blog, ainda não conheço todos os recursos...

Na Idade Antiga, que se encerrou em 476 d.C., sete belos monumentos construídos pelo homem desfrutavam de tamanho destaque que foram considerados como "maravilhas" da época. Quando criança, eu imaginava que obras como a Torre Eiffel e a Estátua da Liberdade eram maravilhas do mundo. Desconhecia que houve monumentos muito mais grandiosos...

Sem mais delongas, vamos a uma breve explanação sobre cada uma das fantásticas obras da Antiguidade. A primeira imagem de cada maravilha (ou, mais precisamente, de 6 delas) é uma reconstituição feita por computador, interessante pois tenta reproduzir as construções de modo imparcial. Além disso, colocarei outras imagens, de modo que o leitor possa lembrar-se delas mais facilmente (o que a meu ver sempre foi um fator que dificulta que as pessoas conheçam bem as clássicas construções: a inexistêcia de registros fotográficos, com exceção das Pirêmides de Gizé). Aproveitando a deixa, começarei pela maravilha grega.


Estátua de Zeus (Júpiter) em Atenas


A obra, que representa o maior deus da mitologia antiga em seu trono no Olimpo (daí a denominação "Deus Olímpico" utilizada por alguns) foi construída no século V antes de Cristo, provavelmente no ano de 447 a.C. Feita de marfim e ébano, seu tamanho estimado é de 12 a 18 metros de altura. No ano de 475 d.C., foi destruída por um incêndio. Detalhe interessante: na mitologia romana, Zeus era chamado de "Júpiter". Podemos ter uma idéia aproximada do aspecto da estátua pelas moedas de Elis, que traziam a imagem de Zeus conforme representado pelo monumento:





Farol de Alexandria




Esta maravilha foi construída em mármore branco, no ano de 280 a.C., a mando do faraó Ptolomeu II, na ilha de Pharos. O nome da ilha originou a expressão "farol", essa é uma curiosidade interessante. Centenas de homens mantinham acesa uma chama no topo e mecanismos registravam a direção dos ventos e as horas. Um complexo sistema de espelhos fazia com que a chama fosse vista a até 50 kilômetros de distância. A estrutura media aproximadamente 134 metros de altura e foi destruída por um terremoto, em 1302 d.C.

A cidade de Alexandria localiza-se no delta do rio Nilo, às margens do Mar Mediterrâneo. É a segunda maior cidade do Egito, e possui dos maiores portos do Mediterrâneo. Fundada em 332 a.C., por Alexandre, o Grande, teve papel eminente no último período da antigüidade egípcia. Durante séculos Alexandria foi a capital do Egito e a capital cultural do mundo. Esse selo egípcio, emitido em 1998, mostra o farol:



Jardins suspensos da Babilônia




Foram construídos por ordem do poderoso Nabucodonosor II, em 600 a.C. Os jardins eram formados por 6 montanhas artificiais, apoiadas em colunas de 25 a 100 metros de altura, ao sul do rio Eufrates. Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podiam ser vistas as belezas da cidade. Nabucodonosor também construiu a Torre de Babel (que hoje é mais conhecida como novela da Rede Globo). Abaixo, os Jardins com a Torre de Babel ao fundo:




Templo de Ártemis (ou Diana) em Éfeso



O Templo de Ártemis foi erguido por Creso, rei da Lídia entre 560 a 547 a.C., na cidade de Éfeso, situada na antiga Província da Ásia Menor (atual Turquia). Homenageava a deusa da caça e dos animais selvagens, Ártemis, chamada de Diana pelos romanos.

O Templo foi reconstruído e aumentado várias vezes, tendo se tornado uma maravilha após a quarta expansão. Após concluído virou atração turística com visitantes de diversos lugares entregando oferendas, e foi destruído em 356 a.C. por Eróstrato, que acreditava que destruindo o templo de Ártemis ficaria mundialmente conhecido (que espírito de porco!). Alexandre ofereceu-se para restaurar o templo, mas ele começou a ser reconstruído só em 323 a.C., ano da morte do macedônio. Mesmo assim, em 262 d.C., ele foi novamente destruído, desta vez por um ataque dos godos. Com a conversão dos cidadãos da região e do mundo ao cristianismo, o templo foi perdendo importância e veio abaixo em 401 d.C. Hoje existe apenas um pilar da construção original em suas ruínas, como podemos ver abaixo:




Mausoléu de Halicarnasso


O mausoléu foi o túmulo que a rainha Artemísia II, de Cária, mandou construir sobre os restos mortais de seu irmão e marido (que coisa, não?), o rei Mausolo, em 353 a.C. Hoje, os fragmentos desse monumento são encontrados no Museu Britânico, em Londres, e em Bodrum, na Turquia. A palavra mausoléu é derivada de Mausolo, e hoje o termo é empregado com o significado de sepulcros suntuosos. Abaixo, uma representação artística baseada em descrições:


Colosso de Rodes

O Colosso de Rodes era uma gigantesca estátua do deus grego Hélios, situada na entrada marítima da ilha grega de Rodes, no Mar Mediterrâneo, que media aproximadamente 32 metros. Representava o deus sol Hélio (daí a expressão heliocentrismo), conhecido como Apolo pelos romanos. Foi esculpida em bronze, no ano de 280 a.C. Tal estátua guardava a entrada do porto e foi destruída em um terremoto no ano de 224 a.C.

Os barcos que adentrassem a ilha passavam por entre suas pernas, visto que a estátua possuía um pé em cada canal. A foto dessa maravilha é diferente das outras pois em reconstituição computadorizada não era possível visualizar esse detalhe. Na mão direita do monumento havia um farol. Tratava-se de construção tão imponente que um homem de estatura normal não conseguia abraçar seu polegar. Foi feita para comemorar a retirada das tropas macedônias que tentavam conquistar a ilha. O material utilizado para sua confecção foram armas abandonadas pelos macedônios no lugar. Apesar de imponente, ficou em pé durante apenas 55 anos, sendo abalada por um terremoto. Após centenas de anos, aproximadamente em 656 d.C., os fragmentos da estátua, esquecida no fundo do mar, foram vendidos como sucata e derretidos.


Pirâmides de Gizé

Finalmente, chegamos à última maravilha, a única que ainda mantém-se em pé e que, exatamente por esse motivo, é a mais lembrada. São 3 sepulturas de faraós, contruídas na planície de Gizé, a 15 quilômetros de Cairo, entre 2.650 e 2.550 a.C. Trata-se, portanto, da maravilha mais antiga. Queóps, Quéfren e Miquerinos são tumbas para os reis Khufu (Queóps), Quéfren, e Menkaure (pai, filho e neto). A primeira delas, Queóps, chamada de Grande Pirâmide, possui 147 metros de altura e foi a mais alta obra feita pelo homem durante mais de quatro mil anos, sendo superada apenas em 1889, com a construção da Torre Eiffel.

Abaixo, vemos as pirâmides no primeiro selo postal emitido pelo Egito, em 1933:



Um cartão postal da época de 1900 também traz os monumentos:




Bom, finalizo meu post por aqui. Tentei mesclar artigos com informações da Wikipedia, de modo a trazer todos os dados relevantes para esse texto, bem como algumas curiosidades interessantes. Espero que a informação tenha sido interessante! Até a próxima.

5 comentários:

  1. Ahhh... Faltou o Templo de Ramsés II, em Abu-simbel!! Sempre que pensamos em templos egípcios o que nos vêm à cabeça?? Abu-simbel!

    E eu perdôo a inclusão do Templo de Artemis, apesar de achar ele muito pouco funcional. Hahahah

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  2. Ah, gostei muito. Mas confesso 2 coisas: eu realmente não conhecia as 7 maravilhas do mundo e, até ler o último parágrafo, o único comentário que vinha à minha cabeça era: você SABE MESMO tudo isso de cor?

    Abraços, Daniel.

    Natália

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  3. Olá Natália, eu realmente não sabia isso tudo de cabeça, fui pesquisar... Deu um baita trabalho porque misturei vários textos, tentando pegar o máximo de informação. Quanto às maravilhas, eu sabia 6, faltou o Colosso de Rodes... Minha crítica se aplica a mim também!

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  4. Parabéns pelo blog, parabéns pelo post das 7 Maravilhas Antigas.

    A história por trás dessas maravilhas costuma ser mais maravilhosa que a própria, a que me arrepia mais talvez seria os Jardins Suspensos, mas imaginar passar de barco sob o Colosso deve ser estonteante.

    Quando estava navegando pelo canal de Gibraltar, imaginei como seria bacana ter uma construção assim. Um pé na Europa, outro na África... Hehehehe... Devaneios meus...

    Parabéns, Dac.

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  5. Parabéns, Daniel!

    Repercussão recorde em nosso blog. Começamos a colher os louros da vitória!

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