Ontem este blog completou 2 anos de existência e eu nem havia percebido. O que era apenas um blog criado por dois amigos com visões em comum se transformou em quatro blogs, o Transcendentes, o Baú do Silvio, o Letras do Trem e o Transcendentes Lado B.
Nesse tempo, muitos amigos virtuais chegaram. Alguns sumiram, é verdade, mas acredito que consegui formar um público cativo, ainda que pequeno, mas fiel.
Obrigado e vamos em frente!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O amigo Lombardi
Uma das idéias que eu pretendia lançar (e talvez ainda lance) no blog O Baú do Silvio, nosso site especializado em Silvio Santos, era uma brincadeira mais ou menos assim: "por que você gostaria de ser o Silvio Santos?"
Provavelmente diriam que gostariam de ser para ter dinheiro, ou para jogá-lo ao auditório, ou para poder tirar sarro das pessoas sem que elas se irritem (Silvio Santos tem esse dom)... enfim, são inúmeras as respostas possíveis.
A minha seria: eu gostaria de ser o Silvio Santos para ter um Lombardi.
Você certamente já foi a uma festa chata ou a algum lugar onde não tinha ninguém legal para conversar. Que bom seria se eu tivesse um Lombardi ali na hora, para puxar assunto e contar anedotas enquanto o tempo passa!
Ou no meio da roda de conversa, o assunto está acabando e você pressente que em breve irá se dar um desagradável silêncio sepulcral. Para resolver, bastaria chamar o Lombardi, pedir para ele falar alguma coisa e logo o papo retomaria, animado.
E naquela hora em que a conversa está ficando embaraçosa e constrangedora, ou então quando você acabou de cometer um baita mico e todos estão olhando para sua cara? A solução é gritar "vai, Lombardi", e ele certamente dirá alguma coisa que poderá aliviar a sua barra e ajudar a mudar rapidamente de assunto.
Eu não conheci o Lombardi, o locutor. O lendário escudeiro de Silvio Santos, com quem trabalhou por quatro décadas, sempre narrando os prêmios, os resultados das gincanas, os números sorteados, os reclames publicitários e brincando com o Homem Sorriso da TV, sem se importar em não aparecer nem em ficar famoso ou milionário.
Toda vez que Silvio chamava, fosse para o que fosse e quando fosse, o Lombardi respondia prontamente, e entrava na brincadeira. Ele nunca deixava o Silvio na mão.
É por isso que imaginei o quão interessante seria ter um amigo que agisse como o Lombardi agia na televisão. Alguém que está sempre de prontidão para quando você precisa de uma conversa, de uma palavra, de um conselho. Aquele para quem você pede opiniões e que age até como secretário, pois você o consulta para ficar por dentro das informações. Capaz de sugerir o melhor remédio para gripes e resfriados, o melhor tênis anti-microbiel e a melhor butique para comprar muamba e tomar um guaraná em Nova Iorque.
É um cara tão legal que você faz questão de levá-lo para onde você for. Ele pode até ficar calado o dia inteiro, só observando, mas quando você o chama, ele atende imediatamente, e diz a palavra certa para aquele momento. Ele tem o mesmo timing que você tem.
Esse amigo não se importa em ficar de lado às vezes. Não sente ciúmes de seus outros amigos, namorada, esposa, filhos etc. Sabe que tem o lugar dele, que é cativo, e que nunca irá perder.
Quem o vê sempre do seu lado tão atencioso pode achar que se trata de um empregado, ou então, maliciosamente, cogitar um romance entre "dois viadinhos". Mas não é nada disso. São apenas dois grandes amigos, que se conhecem muito bem e há muito tempo, se gostam e se admiram.
Tudo isso não passaria de um texto bem-humorado em que a interação entre um animador de televisão e seu locutor é transposta para o mundo "real" e adaptada numa relação ideal de amizade. Mas esse Lombardi não existe mais. Morreu no dia 2 de dezembro, e só então o público descobriu não só sua verdadeira identidade, mas seu verdadeiro caráter. O que fazia e como agia fora da televisão.
Um amigo Lombardi eu não tive. Mas Silvio Santos teve, e vai sentir muita falta dele. E nós de vermos essa amizade todos os domingos pela televisão.
Provavelmente diriam que gostariam de ser para ter dinheiro, ou para jogá-lo ao auditório, ou para poder tirar sarro das pessoas sem que elas se irritem (Silvio Santos tem esse dom)... enfim, são inúmeras as respostas possíveis.
A minha seria: eu gostaria de ser o Silvio Santos para ter um Lombardi.
Você certamente já foi a uma festa chata ou a algum lugar onde não tinha ninguém legal para conversar. Que bom seria se eu tivesse um Lombardi ali na hora, para puxar assunto e contar anedotas enquanto o tempo passa!
Ou no meio da roda de conversa, o assunto está acabando e você pressente que em breve irá se dar um desagradável silêncio sepulcral. Para resolver, bastaria chamar o Lombardi, pedir para ele falar alguma coisa e logo o papo retomaria, animado.
E naquela hora em que a conversa está ficando embaraçosa e constrangedora, ou então quando você acabou de cometer um baita mico e todos estão olhando para sua cara? A solução é gritar "vai, Lombardi", e ele certamente dirá alguma coisa que poderá aliviar a sua barra e ajudar a mudar rapidamente de assunto.
Eu não conheci o Lombardi, o locutor. O lendário escudeiro de Silvio Santos, com quem trabalhou por quatro décadas, sempre narrando os prêmios, os resultados das gincanas, os números sorteados, os reclames publicitários e brincando com o Homem Sorriso da TV, sem se importar em não aparecer nem em ficar famoso ou milionário.
Toda vez que Silvio chamava, fosse para o que fosse e quando fosse, o Lombardi respondia prontamente, e entrava na brincadeira. Ele nunca deixava o Silvio na mão.
É por isso que imaginei o quão interessante seria ter um amigo que agisse como o Lombardi agia na televisão. Alguém que está sempre de prontidão para quando você precisa de uma conversa, de uma palavra, de um conselho. Aquele para quem você pede opiniões e que age até como secretário, pois você o consulta para ficar por dentro das informações. Capaz de sugerir o melhor remédio para gripes e resfriados, o melhor tênis anti-microbiel e a melhor butique para comprar muamba e tomar um guaraná em Nova Iorque.
É um cara tão legal que você faz questão de levá-lo para onde você for. Ele pode até ficar calado o dia inteiro, só observando, mas quando você o chama, ele atende imediatamente, e diz a palavra certa para aquele momento. Ele tem o mesmo timing que você tem.
Esse amigo não se importa em ficar de lado às vezes. Não sente ciúmes de seus outros amigos, namorada, esposa, filhos etc. Sabe que tem o lugar dele, que é cativo, e que nunca irá perder.
Quem o vê sempre do seu lado tão atencioso pode achar que se trata de um empregado, ou então, maliciosamente, cogitar um romance entre "dois viadinhos". Mas não é nada disso. São apenas dois grandes amigos, que se conhecem muito bem e há muito tempo, se gostam e se admiram.
Tudo isso não passaria de um texto bem-humorado em que a interação entre um animador de televisão e seu locutor é transposta para o mundo "real" e adaptada numa relação ideal de amizade. Mas esse Lombardi não existe mais. Morreu no dia 2 de dezembro, e só então o público descobriu não só sua verdadeira identidade, mas seu verdadeiro caráter. O que fazia e como agia fora da televisão.
Um amigo Lombardi eu não tive. Mas Silvio Santos teve, e vai sentir muita falta dele. E nós de vermos essa amizade todos os domingos pela televisão.
Isto tem a ver com:
amizade,
despedida,
Lombardi,
revista Veja,
SBT,
Silvio Santos,
televisão
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Os feriados na teoria e na prática
Não me levem a mal, esse post é apenas uma brincadeira, e tem algumas maldades e exageros, eu admito, no meio do texto. Se levarem no bom humor, saberão se divertir!
1º de janeiro - Dia da Confraternização Universal
Na teoria: dia de celebração entre os povos desejando um início de ano repleto de paz e cordialidade.
Na prática: réveillon no meio do congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
entre fevereiro e março - Carnaval
Na teoria: dois dias de festa que antecedem o período de reflexão espiritual da Quaresma.
Na prática: ninguém é de ninguém; todo mundo atrás do trio; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
entre fevereiro e março - Quarta-Feira de Cinzas
Na teoria: é o dia em que se retorna ao trabalho após a festa do Carnaval e se inicia o período de reflexão da Quaresma, que rememora os momentos anteriores à crucificação de Cristo.
Na prática: no Nordeste: ninguém é de ninguém; todo mundo atrás do trio; no resto do País: volta ao trabalho de ressaca, início efetivo do ano no Brasil; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes (desta vez subindo a serra)
entre fevereiro e março - Páscoa
Na teoria: mesa farta para celebrar a renovação, a ressurreição de Cristo.
Na prática: a criançada só quer saber de chocolate; um feriado que sempre cai no domingo...
21 de abril - Tiradentes
Na teoria: dia de reverenciar a história do mártir da causa da Independência do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier.
Na prática: congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
1º de maio - Dia do Trabalho
Na teoria: dia de confraternização entre companheiros de trabalho, celebração das conquistas trabalhistas e políticas da classe operária.
Na prática: congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
entre junho e junho - Corpus Christi
Na teoria: festa que celebra a presença real de Cristo na eucaristia da Igreja Católica; procissão em cima de tapetes desenhados feitos de pó e grãos; presença obrigatória na missa
Na prática: ninguém sabe o que significa esse feriado; quando o Palmeiras perde na véspera, diz-se que é dia de "porcos tristes"; o bom é que sempre cai numa quinta-feira, portanto, congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
9 de julho - Revolução Constitucionalista de 1932
Na teoria: dia de renovar o orgulho paulista pelo levante contra o governo de Getúlio Vargas por uma nova Constituição.
Na prática: feriado no meio das férias é chato; como é inverno, se estiver friozinho, engarrafamento em Campos do Jordão; se estiver calor, congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
7 de setembro - Dia da Pátria
Na teoria: dia de renovar o sentimento patriótico, valorizar a História do Brasil e a sua independência da metrópole portuguesa.
Na prática: é o único dia do ano em que o Museu do Ipiranga fica lotado; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida
Na teoria: dia de rezar e agradecer à Padroeira do Brasil e reverenciá-la, fortalecendo a fé católica.
Na prática: a criançada só quer saber de presentes; as pessoas mais pedem do que agradecem à Santa; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
2 de novembro - Finados
Na teoria: dia de homenagear os entes queridos que partiram para outro plano espiritual, visitando suas sepulturas, enfeitando-as com flores e acendendo velas em suas memórias.
Na prática: dia em que se percebe que a placa de bronze com o nome da família e a porta do túmulo foram roubadas; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
15 de novembro - Proclamação da República
Na teoria: dia de renovar, mais uma vez, o espírito patriótico, e de celebrar o legado de Deodoro da Fonseca para o pensamento republicano brasileiro.
Na prática: na verdade, até hoje não se sabe qual foi a contribuição do Marechal para o pensamento republicano. Então, o que resta é o congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
20 de novembro - Dia da Consciência Negra
Na teoria: dia de dar valor ao legado do africano à cultura e à sociedade brasileira e de refletir sobre a resistência dos escravos à opressão dos seus senhores, que até hoje gera sérios disparates aos descendentes.
Na prática: o que importa é que é um feriado seguido do outro em novembro, por isso congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
25 de dezembro - Natal
Na teoria: dia de festa pelo nascimento do Menino Jesus.
Na prática: reunião de parentes que não estavam a fim de se ver; a criançada só pensa nos presentes; Rua 25 de Março entupida; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
31 de dezembro - Réveillon
Na teoria: dia de festa pela chegada do Ano Novo
Na prática: ninguém sabe como se escreve "réveillon"; pegar no sono vendo o Show da Virada ou estourar garrafa de sidra no meio do congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
1º de janeiro - Dia da Confraternização Universal
Na teoria: dia de celebração entre os povos desejando um início de ano repleto de paz e cordialidade.
Na prática: réveillon no meio do congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
entre fevereiro e março - Carnaval
Na teoria: dois dias de festa que antecedem o período de reflexão espiritual da Quaresma.
Na prática: ninguém é de ninguém; todo mundo atrás do trio; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
entre fevereiro e março - Quarta-Feira de Cinzas
Na teoria: é o dia em que se retorna ao trabalho após a festa do Carnaval e se inicia o período de reflexão da Quaresma, que rememora os momentos anteriores à crucificação de Cristo.
Na prática: no Nordeste: ninguém é de ninguém; todo mundo atrás do trio; no resto do País: volta ao trabalho de ressaca, início efetivo do ano no Brasil; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes (desta vez subindo a serra)
entre fevereiro e março - Páscoa
Na teoria: mesa farta para celebrar a renovação, a ressurreição de Cristo.
Na prática: a criançada só quer saber de chocolate; um feriado que sempre cai no domingo...
21 de abril - Tiradentes
Na teoria: dia de reverenciar a história do mártir da causa da Independência do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier.
Na prática: congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
1º de maio - Dia do Trabalho
Na teoria: dia de confraternização entre companheiros de trabalho, celebração das conquistas trabalhistas e políticas da classe operária.
Na prática: congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
entre junho e junho - Corpus Christi
Na teoria: festa que celebra a presença real de Cristo na eucaristia da Igreja Católica; procissão em cima de tapetes desenhados feitos de pó e grãos; presença obrigatória na missa
Na prática: ninguém sabe o que significa esse feriado; quando o Palmeiras perde na véspera, diz-se que é dia de "porcos tristes"; o bom é que sempre cai numa quinta-feira, portanto, congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
9 de julho - Revolução Constitucionalista de 1932
Na teoria: dia de renovar o orgulho paulista pelo levante contra o governo de Getúlio Vargas por uma nova Constituição.
Na prática: feriado no meio das férias é chato; como é inverno, se estiver friozinho, engarrafamento em Campos do Jordão; se estiver calor, congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
7 de setembro - Dia da Pátria
Na teoria: dia de renovar o sentimento patriótico, valorizar a História do Brasil e a sua independência da metrópole portuguesa.
Na prática: é o único dia do ano em que o Museu do Ipiranga fica lotado; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida
Na teoria: dia de rezar e agradecer à Padroeira do Brasil e reverenciá-la, fortalecendo a fé católica.
Na prática: a criançada só quer saber de presentes; as pessoas mais pedem do que agradecem à Santa; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
2 de novembro - Finados
Na teoria: dia de homenagear os entes queridos que partiram para outro plano espiritual, visitando suas sepulturas, enfeitando-as com flores e acendendo velas em suas memórias.
Na prática: dia em que se percebe que a placa de bronze com o nome da família e a porta do túmulo foram roubadas; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
15 de novembro - Proclamação da República
Na teoria: dia de renovar, mais uma vez, o espírito patriótico, e de celebrar o legado de Deodoro da Fonseca para o pensamento republicano brasileiro.
Na prática: na verdade, até hoje não se sabe qual foi a contribuição do Marechal para o pensamento republicano. Então, o que resta é o congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
20 de novembro - Dia da Consciência Negra
Na teoria: dia de dar valor ao legado do africano à cultura e à sociedade brasileira e de refletir sobre a resistência dos escravos à opressão dos seus senhores, que até hoje gera sérios disparates aos descendentes.
Na prática: o que importa é que é um feriado seguido do outro em novembro, por isso congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
25 de dezembro - Natal
Na teoria: dia de festa pelo nascimento do Menino Jesus.
Na prática: reunião de parentes que não estavam a fim de se ver; a criançada só pensa nos presentes; Rua 25 de Março entupida; congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
31 de dezembro - Réveillon
Na teoria: dia de festa pela chegada do Ano Novo
Na prática: ninguém sabe como se escreve "réveillon"; pegar no sono vendo o Show da Virada ou estourar garrafa de sidra no meio do congestionamento no sistema Anchieta-Imigrantes
Isto tem a ver com:
comparação,
feriados,
piada
De quem é essa voz
Vésperas da Copa do Mundo de 1970. A Rádio Globo queria criar algo diferente para as tranmissões esportivas. O famoso locutor da emissora Waldir Amaral e o diretor da estação Mário Luiz tiveram a idéia e Edmo Zarife partiu para a cabine, onde ficou por várias horas gravando várias frases e palavras. Uma delas seria a escolhida para a vinheta de incentivo à Seleção. Ele mesmo conta como tudo aconteceu.
A melhor solução foi uma palavra só: Brasil. Ou melhor, "Brasil-sil-sil...", com um efeito de eco. Edmo se foi, em 1999. Mas sua criação e sua voz estão aí, até hoje, embalando os brasileiros em jogos de futebol, vôlei, basquete, corridas de Fórmula-1, jogos olímpicos...
Já nos anos 60, um estúdio de dublagem paulistano, com uma equipe de marcantes vozes, se responsabilizou por dar um jeitão brasileiro aos enlatados (literalmente, pois as fitas vinham em rolos), quer dizer, aos desenhos, filmes e séries que a TV Brasileira ia exibir. Nem imaginavam que aquele trabalho se tornaria clássico e que aqueles produtos estrangeiros continuariam sua saga pelos televisores de todo o País durante décadas e décadas a fio. E tudo começava, para o público, com uma voz, dizendo: "Versão Brasileira, A.I.C., São Paulo". A.I.C., iniciais para Arte Industrial Cinematográfica. A voz é de Carlos Alberto Vaccari, recentemente falecido.
E eis que surge na internet um lugar para a devida homenagem. Um blog, contando tudo sobre aquele famoso estúdio, e até curiosidades sobre como era feita a tradução dos textos. Tudo feito pelo entusiasta Marco Antônio dos Santos. Vale a visita.
YOUTUBE BÔNUS
homenagem à AIC São Paulo
Atualização:
Hoje, 20 de novembro, a classe artística se despede e rende homenagens a Herbert Richers. O produtor de cinema que nos anos 50 e 60 lançou diversas fitas com comédias e chanchadas de Dercy Gonçalves e Ronald Golias, e depois fundou um dos maiores e mais icônicos estúdios de dublagem, que leva seu nome, faleceu aos 86 anos de idade. A frase "versão brasileira Herbert Richers" dita no início de telefilmes, episódios de seriados e desenhos virou até cult, pois há mais de 30 anos está presente no dia-a-dia dos lares brasileiros. Herbert Richers deixa um legado e uma legião de pessoas que sequer o conheciam, mas que a ele devem muitas alegrias e emoções proporcionadas pelas vozes dos dubladores desse estúdio.
postagem original em 25/11/08
atualizado em 20/11/09
A melhor solução foi uma palavra só: Brasil. Ou melhor, "Brasil-sil-sil...", com um efeito de eco. Edmo se foi, em 1999. Mas sua criação e sua voz estão aí, até hoje, embalando os brasileiros em jogos de futebol, vôlei, basquete, corridas de Fórmula-1, jogos olímpicos...
Já nos anos 60, um estúdio de dublagem paulistano, com uma equipe de marcantes vozes, se responsabilizou por dar um jeitão brasileiro aos enlatados (literalmente, pois as fitas vinham em rolos), quer dizer, aos desenhos, filmes e séries que a TV Brasileira ia exibir. Nem imaginavam que aquele trabalho se tornaria clássico e que aqueles produtos estrangeiros continuariam sua saga pelos televisores de todo o País durante décadas e décadas a fio. E tudo começava, para o público, com uma voz, dizendo: "Versão Brasileira, A.I.C., São Paulo". A.I.C., iniciais para Arte Industrial Cinematográfica. A voz é de Carlos Alberto Vaccari, recentemente falecido.
E eis que surge na internet um lugar para a devida homenagem. Um blog, contando tudo sobre aquele famoso estúdio, e até curiosidades sobre como era feita a tradução dos textos. Tudo feito pelo entusiasta Marco Antônio dos Santos. Vale a visita.
YOUTUBE BÔNUS
homenagem à AIC São Paulo
Atualização:
Hoje, 20 de novembro, a classe artística se despede e rende homenagens a Herbert Richers. O produtor de cinema que nos anos 50 e 60 lançou diversas fitas com comédias e chanchadas de Dercy Gonçalves e Ronald Golias, e depois fundou um dos maiores e mais icônicos estúdios de dublagem, que leva seu nome, faleceu aos 86 anos de idade. A frase "versão brasileira Herbert Richers" dita no início de telefilmes, episódios de seriados e desenhos virou até cult, pois há mais de 30 anos está presente no dia-a-dia dos lares brasileiros. Herbert Richers deixa um legado e uma legião de pessoas que sequer o conheciam, mas que a ele devem muitas alegrias e emoções proporcionadas pelas vozes dos dubladores desse estúdio.
postagem original em 25/11/08
atualizado em 20/11/09
Assinar:
Postagens (Atom)


