Terça-feira, 7 de Julho de 2009

A Genialidade dos Anos 80



O ano é 1981, o mês Agosto, Ronald Reagan era Presidente dos EUA. É neste contexto que surge um veículo de comunicação que veio para revolucionar a maneira e o modo do jovem de pensar e interagir com a música e que veio a se tornar um divisor de águas na cultura Pop.

Com o nascimento da nova década surgia a MTV, Music television, a cultura pop nunca mais foi a mesma, desde que o vídeoclipe "Video Killed The Radio Star," da banda Buggles foi ao ar, na inauguração do canal em 01/08/1981. O vídeoclipe surgia como uma interpretação visual da música e tornou-se um modo de fazer "marketing" para as estrelas da música mundial.

O novo veículo nascia junto com a magia e a genialidade da década, e tornou-se o principal canal de divulgação dos novos artistas que surgiam em meio a transição do pós punk e da new-wave.

Neste contexto surgiram artistas como Michael Jackson, Madonna, Duran Duran, Lionel Ritchie,Bruce Springstein, que viriam a ser perpetuar como "a cara da década"

É impossível ficar indiferente a genialidade dos anos 80 na cultura pop mundial e da influência da MTV, aliás o filme De Repente 30 (13 Going on 30), mostra em seu ínicio o retrato fiel de como a MTV e os vídeoclipes influenciaram o jovem norte-americano na década de 80.

O fato é que a cultura pop, nunca mais presenciou uma década tão genial quanto aquela.
Se você não tem idéia da genialidade da década eu deixo abaixo uma lista com as 10 músicas mais representativas do período:

01 - USA For Africa - We Are The World (O Hino da década)
02 - Michael Jackson - Thriller
03 - Madonna - Like a Virgin
04 - Bruce Springstein - Born In The USA
05 - Duran Duran - Save a Prayer
06 - A-ha - Take On Me
07 - Erasure - Chains of Love
08 - Simple Minds - Don't You (Forget About Me)
09 - New Order - Bizarre Love Triangle
10- The Pet Shop Boys - Domino Dancing

Sábado, 4 de Julho de 2009

A morte do bezerro

O UOL pôs em destaque na sua página inicial: "A Fazenda" - Participantes do reality choram a morte do bezerro.



Diante dessa manchete, impossível não lembrar da famosa expressão "pensar na morte da bezerra", dito popular que significa estar distante, distraído, alheio à tudo. A origem do ditado é bíblica, como esse site explica.

A revista Caras em seu site conseguiu fazer uma manchete ainda pior:


Uma tremenda falta de cuidado dos redatores. Fica mais parecendo piada, deboche. Acaba deixando cômico um momento de tristeza que é a morte de um animal.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Que Fim Levou? - Pipi

Alguns amigos que dizem que eu gosto de coisas velhas deram para mim um exemplar de um livrinho publicado nos anos 80 com a biografia de Pipi, um jogador de futebol dos anos 40. Do tempo em que Pipi não era um apelido estranho, e que o Palmeiras era o Palestra Itália. Do tempo que se amarrava cachorro com lingüiça e que ainda não tinham posto a trema na lingüiça para tirar depois (mas vou continuar escrevendo do jeito que eu quiser).

Pois bem. Resolvi que a melhor coisa a fazer era enviar o livrinho a quem realmente dá valor a essas coisas. Escrevi um e-mail para o Milton Neves e perguntei se ele tinha interesse nisso para seu projeto "Que Fim Levou", um memorial fantástico de jogadores, times e personalidades futebolísticas.



Ele respondeu, dizendo que sim e me deu o endereço de seu escritório para que eu pudesse enviar pelo correio.

Mandei.

Dias depois, recebi uma correspondência. Era o Milton Neves. Mandou-me uma carta com um agradecimento gentil e um autógrafo, e uma revista com alguns "causos" da sua vida.

Valeu a pena. Gosto mesmo de coisas antigas, mas não pensei em guardar para mim algo que realmente tem muito mais valor para outra pessoa que sabe aproveitá-lo devidamente.

E já está no site do Milton Neves, com crédito para minha contribuição! Que beleza!

Clique abaixo para ler o artigo.

Que Fim Levou? - Pipi

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Record aposta em Padrão Global para alavancar seu Telejornal.


Profissionais de televisão, principalmente apresentadores de telejornais criam uma identidade com o seu público alvo. Parece algo banal não é mesmo? Afinal você sintoniza ali todo dia na mesma "bat-hora", no mesmo "bat-canal" com o intuito de saber o que acontece no Brasil e no mundo todos os dias.


Porém para quem tem algum conhecimento à respeito de teoria da comunicação, sabe que até o "boa noite" dos telejornais, funciona como modo de persuadir o indivíduo, no caso o telespectador, à continuar acompanhando aquele programa. Utilizando uma linguagem menos técnica e mais popular eu diria que se cria uma tradição do programa com seu público alvo.


Não é toa que o Jornal Nacional é líder de audiência absoluta em seu horário. A Globo foi construindo desde a sua criação, em 1969, o hábito, a tradição e a identidade visual do seu noticioso. Grande parte do sucesso incontestável do Jornal Nacional, podemos atribuir ao locutor Cid Moreira, que criou uma identidade visual com o programa que comandou durante 27 anos.

Em 1996, após mudança de direção na CGJ, coube a emissora do Jardim Botânico, o duro papel de substituir "a cara" do noticioso global, e colocar William Bonner em seu lugar. Na época em pesquisa feita pelo data-folha, 99% das pessoas rejeitavam a saída do consagrado apresentador.

Para que Cid não desaparecesse de vez, e a audiência do JN não fosse junto, a globo o colocou estrategicamente, para ler os editoriais do programa enquanto o telespectador se acostumava com o seu sucessor na bancada.


O exemplo que citei serve apenas para mostrar como a identidade visual de uma pessoa é ligada a um programa, ou à uma emisssora.


A Record desde que vem crescendo de modo desenfreado, na mão dos bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, parece que resolveu alavancar sua audiência copiando literalmente a emissora concorrente.


A estratégia da emissora é mostrar ao telespectador que sintoniza o canal Record, que aqui é tão bom quanto, lá (Globo), só que o que a Record se esquece é que o telespectador não é tonto e percebe de forma clara a nítida clonagem da programação global.


Após a saída de Bóris Casoy um jornalista de credibilidade, mas que segundo eles não dá audiência; o Jornal da Record começou a transformar-se. Foi colocada uma redação ao fundo, coisa em voga no Jd. Botânico, desde o ano 2000 e claro um casal de apresentadores, sendo um deles ex.apresentador do Jornal Nacional, com o intuito de dar uma cara mais global ao seu telejornalismo


Agora novamente parece que a emissora da Barra Funda, aposta novamente no padrão global, para alavancar seu noticioso, só que desta vez em dose dupla. Contratou a ex. repórter e apresentadora do Jornal da Globo, Ana Paula Padrão, para ao lado de Celso Freitas apresentarem o "Novo Jornal da Record"

O que os bispos se esquecem é que tradição não se constrói da noite para o dia, é um processo que se constrói ao longo de anos. E 40 anos é muita coisa não acham?
Nada mudará: Jornal Nacional continuará sendo a estrela principal e o Jornal da Record continuará figurando apenas, como ator coadjuvante.